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ENTREVISTA QUE DEI HOJE A FORMANDOS DE JORNALISMO DA CASPER LÍBERO

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ENTREVISTA QUE DEI HOJE A FORMANDOS DE JORNALISMO DA CASPER LÍBERO

Mensagem por WLADIR SANTOS em 11/7/2009, 7:07 pm

UMA ENTREVISTA SOBRE O VOCACIONAL
Na foto, eu sentado de frente, as moças de costas e o cinegrafista, na sala da minha casa.




Foram várias semanas de desencontros, mas hoje finalmente apareceu aqui em casa a simpática jornalista Jacqueline, acompanhada da colega Stela e de um cinegrafista, também formando no curso de Jornalismo , o Luiz.
Gente bonita e educada, que tiveram a coragem de encontrar uma pessoa capaz de dizer com todas as palavras o que era realmente o Vocacional de 1962 a 1965 e o que passou a ser de 1966 a 1968.

Inicialmente eu não olhei com bons olhos o fato de ter que falar de tempos em que as coisas foram "barra pesada" aqui em Americana, pelo simples fato de que nunca pessoa alguma me perguntou sobre o trabalho pedagógico e didático do ensino Vocacional, mas insistiam em perguntar sobre o encerramento dessa experiência, por interferência dos militares, tentando ligar-me às causas do encerramento da mesma.

Neste momento da minha existência, acabei sendo, como um dos únicos remanescentes ainda vivos, acusado por esse pessoal de tantas coisas inverídicas, que felizmente nunca me fizeram mudar de opinião. O Prof e Pastor Francisco Cid foi mais vitimado ainda porque, no seu sacerdócio como Pastor, acabou indo residir no Sul da Argentina e, portanto, sem condições de saber o que diziam dele para que pudesse reagir à altura.

Sempre fui adepto do "a verdade sempre aparece, mesmo que demore". Nestas condições, um número grande de pessoas, influenciadas por esse pessoal que gosta de se passar como "vítimas", sempre estiveram dispostos a me citar como ser a pessoa que "fechou o Vocacional", sem perceberem que me estiveram atribuindo um poder que jamais pensei que seria capaz de possuir: fechar uma escola experimental, coisa que o Governo e o Exército não teriam conseguido... uau!

Ao terminarmos a entrevista, a simpática Jacqueline disse-me que "foi muito bom que o Senhor tivesse tido a oportunidade de se defender das acusações que lhe fazem". Bonito e valeu a pena.

Eu tenho, no meu site http://www.cmpp.com.br/vocacional a impressão que julgo correta sobre o assunto. Nesse site começo perguntando "a quem interessou o fechamento dos Vocacionais"?

E eu mesmo respondo com fatos incontestáveis: aos que haviam tornado o experimento verdadeiros feudos pessoais, onde mandavam e desmandavam, inclusive dispensando Professores sem mais delongas e sem oferecer o mínimo de crédito para que se defendessem das acusações pífias em que se viam envolvidos. No mais das vezes, esses Professores eram dispensados sem que eles mesmos tivessem consciência disso e só percebiam depois de estarem fora do esquema, quando o ano letivo começava e até sem tempo para conseguirem aulas em outras escolas. Pior ainda, por simplesmente não quererem compactuar com o absurdo da transformação da experiência pedagógica em confronto com o Exército Nacional, na esperança (sim, esperança!!!) de que esses miliares fechassem a escola e essas pessoas passassem como vítimas da truclências de caserna.

Depois falarei mais do trabalho desse pessoal, gente ótima, que pergunta assuntos pertinentes, possibilitando que durante 2 horas e meia eu pudesse expor livremente sobre muitas coisas que vivenciei naqueles tempos.

Serviu-me para uma coisa a mais: vou continuar escrevendo sobre o tema e colocando os escritos no meu site e aqui mesmo, para que a posteridade possa entender completamente o que aconteceu naqueles idos de 1962 a 1968.

Quem não gostou do que eu já escrevi, prepare-se para ver mais... Em resumo, a entrevista deu-me novas energias para retomar o assunto.

Prof. Wladir dos Santos, MM





Entrevistadoras e eu respondendo às perguntas que me fizeram, durante 2:30 hs.
Gente simpática, mostrando que ser alunas da Casper Líbero faz muita diferença sim...

Se um dia quizerem ouvir sobre o assunto, num agradável bate-papos, podem vir, mas preparem-se para uma jornada de pelo menos umas 15 horas de narrações... basta trazerem a simpatia que portaram nesta.


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WLADIR SANTOS

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